RECOMENDAÇÕES

NUTRIÇÃO

UM ALIMENTO DE QUALIDADE DEVE INCLUIR: 

Fontes de proteína de qualidade superior – Procurar alimentos que contenham uma boa quantidade de proteína animal — carnes frescas ou desidratadas de fonte revelada. Um rótulo de alimento de cão listando simplesmente “carne” é um exemplo de uma fonte de proteína de baixa qualidade e de origem duvidosa. Uma fonte de carne especificada deve estar num dos primeiros dois ingredientes (preferencialmente deverá ser o 1º ingrediente). A carne, a fonte mais natural de proteína para cães, contém os aminoácidos mais importantes para a saúde canina.

O valor mínimo de proteína na dieta para um cão adulto deverá estar entre 18% e 21%. Para filhotes até 14 semanas de idade e para gestantes o mínimo estará nos 25%. A alta proteína (valores aproximadamente superiores a 30%) é mais recomendada para países de clima frio devido à geração de calor que o seu excesso produz. A alta proteína muitas vezes é acompanhada de altos níveis de outros nutrientes que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento do cão. É importante lembrar que o excesso de nutrientes pode ser tão ou mais prejudicial do que a sua carência. Uma possível sobrecarga dos órgãos envolvidos no metabolismo proteico deve ser levada em consideração, especialmente do rim e do fígado.

A média proteína é a melhor alternativa. Se for utilizada uma ração que tenha uma boa fonte de proteína animal, e identificada, o cão desenvolverá ao máximo o seu potencial sem correr os riscos de excessos nutricionais prejudiciais.

Os gatos possuem necessidades especiais, pois conservam muitas características e necessidades nutricionais dos felinos membros da sua extensa família. O organismo felino foi especificamente desenvolvido para consumir mais proteínas que carbohidratos. Eles precisam de uma quantidade maior de proteínas do que, por exemplo, os cães que sendo animais essencialmente carnívoros, fruto da sua fantástica capacidade de adaptação, conseguiram sobreviver com dietas ricas em proteínas, carbohidratos, lípidos, vitaminas e minerais, independentemente dos ingredientes serem de origem totalmente animal ou não.

 

EVITAR ALIMENTOS QUE INCLUAM:

Subprodutos animais – Nas rações os ingredientes proteicos contribuem substancialmente para o preço final da ração. Isto ocorre devido à sua alta inclusão (cerca de 30%). A utilização de subprodutos de origem animal e vegetal é utilizada frequentemente na alimentação dos cães como fonte de proteína. A direcção-Geral da Saúde define um subproduto animal como partes do animal não aproveitadas para consumo humano, por isso são ingredientes mais baratos. Podem ser entranhas, intestinos, patas, órgãos e outro tipo de partes. No entanto é quase impossível verificar a sua qualidade. A variação na qualidade dos subprodutos pode influenciar diretamente a energia metabolizável da ração. Quando subprodutos são oferecidos em excesso ao animal podem causar problemas de saúde como obesidade ou mesmo sobrecarga do sistema digestivo.

Alimentos Processados – O maior problema comum a quase todos os alimentos processados para animais de companhia é a utilização em excesso de ingredientes incorretos e insuficientes ingredientes corretos. O uso de subprodutos na indústria de alimentos para animais de estimação que se baseiam numa aproximação formulada da nutrição em vez de uma aproximação de alimento íntegro e grande parte das dietas deixam muito a desejar para uma alimentação natural.

Fonte de gordura “Genérica” (Gordura animal) – Pode ser qualquer coisa resultante de uma mistura desconhecida de diversas matérias gordas ou gordura reciclada de restaurantes. Um ingrediente preferível seria “gordura de carne” ou, ainda melhor, especificando a origem da carne (ex. Gordura de Frango).

Conservantes artificiais, incluindo BHA, BHT ou Etoxiquina – Conservantes naturais como tocoferóis (compostos frequentemente com vitamina E), vitamina C e extracto de alecrim devem ser usados em alternativa aos conservantes artificiais.

Corantes artificiais – O seu cão não se importa com a cor de seus alimentos e certamente não precisa da exposição diária a químicos desnecessários que fornecem essa cor.

Potenciadores de sabores artificiais – A comida do seu cão deve ter nas carnes e gorduras saudáveis a base do sabor que seja atraente para ele. O uso de muitos “potenciadores de sabor” fará com que comam com mais entusiasmo, mas no futuro a sua saúde ficará comprometida.

Adoçantes – Os cães, como nós, têm um gosto por doces. Xarope de milho, sacarose e outros adoçantes são por vezes adicionados aos alimentos de qualidade inferior para aumentar a sua palatibilidade. Mas o açúcar dietético pode causar ou piorar problemas de saúde — incluindo diabetes — em cães.

Sal – O sal é um verdadeiro inimigo dos cães e dos gatos. A sua ingestão causa diversos perigos à saúde dos nossos amigos. O consumo de sal pode causar hipertensão arterial ou, se consumido em grandes quantidades, causar cegueira e acidente vascular cerebral.

 

Finalmente lembre-se que é bom alternar os alimentos regularmente para oferecer ao seu animal uma variedade de proteína animal. Esta prática irá ajudar a corrigir os excessos, insuficiências ou desequilíbrios resultantes do mesmo alimento dia após dia.

 

PESO IDEAL: